RAW FILES – PEDRO DUARTE PART

Confiram com foram as sessões e o que ficou de fora da part do Pedro Duarte.

Se você ainda não viu a parte, acesse o link e confira. Pedro Duarte Oddz Part

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FARM DAYZ com Rony Gomes, Italo Penarrubia, Edi Frenchi, João Galante, João Collor e Dan Sabino

Na ultima semana do Frenchi no Brasil ele, Rony Gomes, Italo Penarrubia, Danzinho, Joao Galate e Joao Collor colaram pra Farm para fazer uma sessão descontraída seguida de um churrasquinho. Confira!

Conheça shapes de skate ideais para manobras e modalidades

Cada shape de skate possui um design e será ideal para algum tipo de manobra ou estilo. Eles podem variar entre sua curvatura, largura, espessura e shape. Por exemplo, para um flip mais complexo o shape deve ser mais estreito por serem mais leves. Os shapes mais largos são ideais para andar em pista bowl, pois darão mais estabilidade. Confira algumas modalidades e indicações de shapes, rodas e trucks.

Street

No mercado é comum encontrar shapes de street entre 7,5’’ até 8,25’’ e são ideais para fazer as manobras, os trucks com variação entre 129 mm até 139 mm são indicados e as rodas de 49 mm até 55 mm, com dureza entre 90 A até 100 A são as melhores opções. Além disso, o shape de skate deve ser mais estreito e menor por serem mais práticos e mais leves para pular obstáculos e fazer manobras.

Vert
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Para o vert os skates normalmente tem os trucks com largura entre 139 mm a 159 mm. Rodas de 55 mm até 60 mm, com dureza entre 90 A até 100 A. Os shapes de skate tem largura entre 8,25’’ até 9’’, mas que se encaixe no tamanho de seu pé.

Longboard overall

O Modelo doble deck, com largura de 9’’ até 10’’ e comprimento de 40’’, com rodas mais duras, diâmetros de 60 mm a 64 mm e dureza entre 90 A até 100 A são indicados. As rodas mais duras são ideais para fazer slides. Os trucks de podem ter entre 149 mm a 160 mm.

Downhill slide

Essa modalidade é mais agressiva e com bastante giro. Os shapes de skate de largura entre 8,5’’ até 9’’ e comprimento de 33’’ serão ideais para o downhill slide. Os trucks devem ter entre 146 mm até 160 mm e as rodas de 60 mm, com dureza de 100 A ou superior.

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Foto: Gustavo Azzine                                   fonte:http://campeonatosdeskate.com.br/

Slalom

O slalom divide-se em três categorias, Tate slalom usa espaçamento entre os cones de 6 a 8 pés, o híbrido slalom tem espaçamento de 6 a 10 pés e o Jam slalom com espaçamento de 6 até 20 pés.

As rodas devem ter entre 5,5 mm a 6 mm de largura com borda reta. As rodas da parte traseira devem ter milimetragem maior e mais seca do que as da frente, porém mais macias. Durezas de 78 mm até 89 mm são as mais secas e indicadas para as rodas dianteiras.

Para começar dá para escolher um shape de 33’’ e distância entre eixos de 19’’ até 23’’, com furação de 19’’ no tate, 21’’ no híbrido e 23’’ de espaçamento no jam. Os trucks devem ter largura de 100 mm.

Speed Downhill

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Foto: Ricardo Capdeville

O objetivo dessa modalidade é descer ladeiras o mais rápido possível e os skatistas podem chegar até 120 km/ho

ra. Por isso o skate de speed precisa ter trucks precisos e rodas macias. Os shapes de skate devem ter largura entre 9’’ a 10’’, comprimento de 36’’ até 42’’, sem nose e tail.

 

Os trucks de speed devem ter largura entre 180 mm até 200 mm, invertido e de precisão para dar mais estabilidade na velocidade e c
urvas com mais alinhamento. Rodas de diâmetro médio de 72 mm e dureza de 75 A até 85 A, com rolamentos de precisão para ganhar mais velocidade.

Classic

Esse estilo usa skates bem grandes e largos, geralmente acima de 60’’ para descer ladeiras e para começar dá para escolher os shapes de comprimento a partir de 52’’, largura de 9’’ ou superior. Com rodas de diâmetro 70 mm até 75 mm e dureza de 74 A até 85 A. Trucks com largura de 180 mm até 215 mm para dar estabilidade e com pads altos.

Freestyle

Para o freestyle é possível usar um shape de skate de street ou vertical, tem muitos adeptos que preferem usar o skate do street, mas é possível encontrar os especiais para o freestyle, bem menor, com nose e tail quadrados.

Foras as especificações de largura, comprimento, espessura de rodas e tamanhos de trucks, existem muitos formatos de shapes de skate, com curvaturas diferentes, entre os mais conhecidos do longboard e escolhidos são o pintail, dropthrough e crusier.

Freeride

Essa modalidade é parecida com o speed com a diferença que o tempo não é contado e não importa quem chegue primeiro. Dá para fazer manobras esticadas e aproveitar a descida, fazer curvas no brick, por causa disso o setup é mais diversificado.

Shapes com largura de 9’’ até 10’’, comprimento de 36’’ até 42’’ e não ter nose ou tail é opcional. Rodas de 60 mm até 70 mm e com dureza de 75 A até 90 A. Trucks com largura entre 180 mm até 200 mm, invertido.

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Foto: Lucas Hidekazu                                                                                     Skatista: Ricardo Capdeville

Tem alguma dúvida? Não deixe de comentar e nossa equipe poderá ajudar.

Como transformar sua paixão em profissão

Quem nunca sonhou em ser um skatista profissional, viajar pelo mundo participando de campeonatos, ter sua própria linha de shapes de skate e equipamentos? Ser um profissional do skate é sem dúvidas uma dádiva na vida de um esportista.

Não existe fórmula pronta

No entanto, fica a pergunta: Como transformar sua paixão em profissão? Essa é uma pergunta sem resposta direta ou conclusiva, afinal, não existe uma fórmula para se tornar um skatista profissional, não é como fazer uma faculdade e buscar uma vaga no mercado de trabalho, mas existem alguns caminhos a serem percorridos que podem formar sua jornada até lá.

Praticar e buscar evolução

A primeira e talvez a mais valiosa dica para se tornar um profissional é não romantizar o esporte, para alcançar seu objetivo será necessário muito esforço, tempo, dedicação, investimento e sacrifícios, muitos shapes de skate serão quebrados até chegar lá.

Desenvolvimento pessoal

O atleta também deve ser referência como cidadão com caráter e índole adequada a posição que ele ocupará, por isso, estar envolvido com projetos sociais e ONGs que dão fomento ao esporte é essencial, tanto para o lado profissional, quanto para desenvolver o humanitário e desenvolvimento pessoal.

Participar de eventos e campeonatos

Além disso, é preciso participar de eventos, estar em evidência, fazer contatos e não ter medo de errar. Não é nada fácil alcançar um lugar ao sol, especialmente no Brasil, a segunda maior potência do skate no mundo atrás apenas dos EUA, o país do skate. Para se ter uma ideia, nos jogos olímpicos de Tóquio, somente as delegações dos EUA e Brasil contarão com a presença de 12 atletas cada em um total de 70 competidores do mundo.

Brasil e EUA foram prestigiados com o maior número de atletas por um único motivo: manter a competição no mais alto nível. Ou seja, nossos atletas são a elite do esporte. Uma pesquisa realizada em 2016 pelo Instituto Datafolha encomendada pela CBSk revela que o skateboarding é o segundo esporte mais praticado no país com 8,5 milhões, naturalmente, a disputa por uma vaga é grande, porém, não desanime, existe um enorme potencial nos skatistas brasileiros e uma vez contratado, é bem provável que esteja na elite do esporte.

Um skatista profissional contratado tem carteira de trabalho assinada, salário, paga previdência, impostos, tem direito a férias e décimo terceiro como qualquer trabalhador comum, a única diferença é que todos eles fazem o que amam.

Qual é o caminho que um skatista deve seguir para se profissionalizar?

Se por um lado não há uma receita pronta, existem alguns caminhos obrigatórios para que seu shape de skate se torne sua ferramenta de trabalho. Para quem pretende seguir carreira no esporte, apesar de óbvio, vale comentar, praticar todos os dias é o princípio básico, a evolução é constante, quem acha que já domina tudo em cima de um shape de skate, provavelmente não terá sucesso como profissional.

A Confederação Brasileira de Skateboard (CBSk) pode ser um começo. A seleção dos profissionais é feita pelos técnicos dos comitês da CBSk, as categorias e seus representantes são:

Bowl:

Allan Mesquita (RJ), Léo Kakinho (SC), Otávio Neto (SP), Pedro Barros (SC) e Vitor Simão (PR)

Downhill Slide:

André Magriça (SP), Kauê Mesaque (SP), Jefferson Dú (SP), Paulo Coruja (SP) e Sérgio Yuppie (SC)

Downhill Speed:

Alexandre Maia (SC), Alysson Solé (PR), Felipe Cobra (RJ), Rodrigo Rato (RS) e William Ortiz (SP)

Freestyle:

Alexandre Brownzinho (SP), César Cabeleira (RJ), Márcio Ferreira (RJ), Paulo Folha (SP) e Tai Tai (RJ)

Slalom:

Alex Ferro (SP), Fábio Dery (SP), Fernando Camargo (SP), Rogério Antigo (SP) e Rogério Sammy (SP)

Street:

Danilo do Rosário (PR), Diego Oliveira (SP), Lucas Xaparral (SP) e Márcio Tarobinha (SP)

Vertical:

Edgard Vovô (SP), Geninho Amaral (SP) e Lécio Neguinho (SP).

Para a seleção dos futuros profissionais são levados em consideração nível técnico do atleta, aparições em mídias especializadas, menções e/ou entrevistas em revistas, fotos e vídeos, popularidade nacional, participação e colocação em campeonatos.

Uma vez aprovado, os atletas poderão participar de campeonatos no Brasil e no mundo nas categorias profissionais, além de estarem habilitados para criarem suas linhas de produtos.

Buscar patrocínios

Outro fator importante é verificar se há patrocinadores dispostos a arcar com os custos de equipamentos, viagens e campeonatos. Normalmente as inscrições para uma vaga são feitas em novembro, período o qual as empresas do ramo organizam o orçamento para investirem no time de atletas que representarão a marca.

É uma longa estrada a ser percorrida com muito sangue, suor e ossos quebrados para conseguir transformar a paixão em profissão. É preciso acreditar em si, ter foco, disciplina, investir em equipamentos de qualidade e em viagens para disputar campeonatos, comportar-se e agir como profissional, etc.

A realidade de hoje é muito diferente dos monstros dos shapes de skate quando começaram e os obstáculos são diferentes. Não era nada fácil gravar uma session nos anos 90, hoje o acesso a equipamentos é mais fácil e as mídias sociais e canais de vídeos para divulgações estão disponíveis.

Se por um lado a tecnologia facilita nesse processo, pode também dificultar pela demanda. Mas não desanime! Antigamente, o atleta tinha que fazer seu próprio corre atrás de patrocínio, divulgação e etc. Hoje, com a CBSk, existem profissionais preparados para ajudar os atletas a fazerem o corre, assim como existem muito mais lojas e empresas que acreditam no potencial dos skatistas.

Em 2015, dos 56 pedidos de profissionalização no skate, 28 foram aprovados, em 2017, 30 novos skatistas se tornaram profissionais. Quer ser um profissional no skate? Então vai para cima com foco, disciplina e atitude profissional, está em suas mãos, ou melhor, em seus pés.